terça-feira, 9 de agosto de 2011

Quem disse que decisão não dói?


Como qualquer ser humano, enfrento dificuldades, e é necessário pensar antes de tomar qualquer decisão. No entanto existem decisões que doem – e como doem. Não é de hoje que venho enfrentando um problema que tem me preocupado, e justamente por esse problema, decidi interromper, por um tempo, a faculdade. Não estou desistindo, até por que não tenho motivos para isso, mas a situação me obriga.

Apenas Deus sabe o quanto está me doendo fazer isso, mas, por trás de tudo, existe um problema grave. Sei que Deus é comigo e que tudo dará certo.

Quando comecei a universidade, interrompi o tratamento da minha avó. Queria realizar o sonho de ser uma jornalista. Minha atitude me levou a lugares em que jamais imaginei que estaria. Conquistei a credibilidade de um público imenso, que torce por mim. Só que tenho que ter uma boa consciência.

Não é porque creio em Deus que tenho que agir com negligência. Sinto-me mal, por olhar para a minha avó e ver o estado em que ela se encontra. Fiquei a me imaginar no lugar dela, pois hoje posso ir para onde quero, sem me preocupar, mas e ela? Como deve se sentir, estando em casa sozinha com suas debilidades, por não ter uma saúde perfeita? O fato de eu estar passando por essa situação não quer dizer que Deus me abandonou, nem que ele deixou de ser comigo, simplesmente entendi que para ganharmos temos que perder. Tudo na vida requer sacrifício. 

Tenho certeza que tudo já está dando muito certo. Procurarei a melhor forma de ajudá-la. Quero vê-la sorrir para vida, pois não é o que tenho visto desde que ela sofreu o AVC. Vejo sofrimento, tristeza, por não ser como antes. E agora, com esse terrível câncer que tomou conta do corpo dela, vejo uma dor maior, por se achar um fardo.

Há pessoas que olham para mim e dizem que sou alegre e, de fato, sou muito feliz, pois Deus é comigo. A cada dia aprendo a amar mais. Tenho paz no meu interior e quero mostrar essa diferença para ela, através da minha atitude de “amor”, pois sei que assim ela também poderá ter o que tenho e sorrir para a vida.

Na guerra,
Karen Revolta
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