quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Consequencias de uma traição - Parte II


É quando tudo vem à tona e ela fica sabendo do passado do pai e o quanto fez sua mãe sofrer, pelas diversas traições. Celina, conta à filha que tem medo de que o pai a leve e nunca mais possa vê-la. Sua mãe entrega uma foto e fala do filho que seu pai teve com outra mulher.

Já a avó da garota, chega com uma bomba, dizendo que seu avô paterno tinha violentado a própria filha, por esse motivo não era confiável ela ter contato com seu herói (pai), pois ele dizia ter seu pai como referência, desejando ser igual.
(Imagem extraída da internet)


Mas, ninguém sabia que aquela doce menina, já tinha tido sua infância roubada há muito tempo e que tudo que vivia era apenas fachada. Ninguém tinha conhecimento que a pequenina aos quatro anos de idade tinha sido abusada por um vizinho, que se dizia amigo da família. Ela tinha muito medo de falar e ninguém acreditar, apanhar, vergonha e uma série de complexos em seu interior.

Na grande maioria das vezes ela ficava sozinha, na dela, não sabia se expressar. Sua autoestima era tão baixa que se sentia incapaz de fazer amigos, pois não conseguia confiar em ninguém e para complicar a situação, a jovem sofria bullying na escola.

Embora, soubesse de tudo a respeito do pai, a filha nunca deixou de tê-lo como seu herói. A única coisa que desejava era tê-lo por perto, por isso não gostava quando ouvia falar mal daquele a quem tanto amava.

Aos 15 anos ela passa ter um pouco de contato com o pai, mas percebe que mencionar a palavra “pai” para ela era difícil, não que ela não quisesse, ela queria muito, porém à distância a fez enxergá-lo como um estranho na vida dela.   Dar um abraço, um beijo ou até mesmo dizer “eu te amo”, não sabia fazer.

Como sua mãe trabalhava muito e quase não tinha tempo para dar a filha qualquer gesto de carinho, isso ela não aprendeu.

Não é de se esperar que quando a jovem  foi se encontrar com o pai, ela fosse bem seca, ao ponto de dizer: “Nem com a minha mãe eu faço isso eu vou fazer com você? É, só aperto de mão”.

Continua na próxima semana, aguardem...


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