sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sem limites para sonhar!

Crédito da foto: Luana Oliveira

Geralmente o que atrai um estudante ao ingressar na faculdade de jornalismo é uma paixão, talvez pensando nas editorias de esporte, cultura, política ou economia. Clébio Cavagnolle Cantares, por sua vez, foi induzido ao jornalismo por uma paixão incomum.

Clébio Cavagnolle, 32 anos, estudou jornalismo em duas instituições: Universidade Nove Julho (UNINOVE) e Cásper Libero. Antes mesmo de se formar já exercia a profissão. Trabalhou em veículos como: jornal O Estado de S Paulo (Estadão), TV Brasil, TV RIT (Rede Internacional de Televisão) e atualmente é ancora do Jornal Hora News na Rede Record News.

Crédito da foto: Luana Oliveira
Cavagnolle já viveu muitas experiências, inclusive fora do jornalismo. Trabalhou na área de eventos, como mestre de cerimônia e em campanhas políticas. O jornalista ressalta que tudo o que fez serviu como base para sua vida, as circunstâncias, coisas do acaso, que para ele são “coisas de Deus”, pois acredita que Ele sempre coloca essas coisas em nossos caminhos para nos preparar.

Clébio não acredita que um jornalista deva limitar-se à sua especialidade, para ele, um bom profissional deve estar sempre atento a tudo o que acontece no mundo que o cerca, algo que faz diariamente. Ele lê muito, até jornais de outros estados do Brasil e também de outros países.

Numa coletiva realizada na Universidade Nove de Julho, pôde falar de cultura à política, com segurança e opiniões claras. Compartilhou um pouco de suas experiências, uma delas foi à cobertura da queda do avião do ex-candidato à presidência, Eduardo Campos. Clébio relatou ter assumido o jornal às 13horas e foi quase sem pausas, até 21 horas. “Sem arredar o pé, sai três vezes durante 10 minutos para ir ao banheiro porque ninguém é robô. Mas fazer uma cobertura de sete horas, ao vivo, com links constantes é uma maluquice”, disse.

“Nós temos uma equipe reduzida, alguém tinha de fazer, por outro lado, quando acabou, eu disse, Nossa! Mas já? Porque no calor das coisas, você não sente o tempo passar, pois tem prazer no que você faz”, acrescentou o apresentador.

Ao fim da coletiva, após ter respondido todas as perguntas feitas pelos estudantes, Clébio deixou a seguinte mensagem: “Espero que vocês nunca tenham feito isso. Escolher uma área, uma empresa ou determinado segmento dentro da carreira, pensando em dinheiro ou glamour. Pensem naquilo que vocês mais gostam, algo prazeroso. Talvez tivesse ganho até mais dinheiro se na época tivesse construído minha carreira dentro do banco , do que hoje na Record, mas eu escolhi aquilo que me dá prazer. Eu sabia que ficar oito horas em frente a uma tela de computador não era para mim, agora ficar oito horas em frente a uma câmera, eu consigo. Para mim parece que se passaram apenas 10 minutos”. 


As palavras acima saem da boca de Clébio, com uma objetividade que não pode ser fingida. É um legitimo cidadão, cheio de humanidade e é esse caráter que emerge o seu trabalho jornalístico. Nesse momento conheci não apenas o jornalista engajado, mas o cidadão real, com motivos que vão além da ética profissional.

Por: Luana Oliveira
(7º Semestre de Jornalismo Uninove)
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4 comentários :

  1. Que legal!!! Parabéns mais uma vez, Karen!!!

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    1. Dessa vez o texto não é meu, é de uma estudante da Uninove, sempre abro espaço para os estudantes publicarem aqui!!! A Luana, escreveu muuito bem!!!

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  2. Parabéns, Lu! Adorei seu texto. Lendo o que escreveu só me confirma o talento, potencial e paixão pela profisão. Muito orgulhosa

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  3. Parabéns Luu, ótimo texto, sempre soube de sua capacidade, e sei que aqueles que fazem o que gosta por amor, sempre vão longe !! Como a Fernanda disse isso só vai confirmando o grande talento e potencial que eu sei que vc tem. Sucesso !! Beijão .

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