quinta-feira, 23 de junho de 2011

Bullying

Bullying é um termo da língua inglesa (bully=”valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angustia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de força e poder.  
Todos os dias, alunos no mundo todo sofrem com um tipo de violência que vem mascarada na forma de “brincadeira”. Estudos recentes revelam que esse comportamento, que até há bem pouco tempo era considerado inofensivo, mas pode acarretar sérias conseqüências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.
Outro dia, tivemos que realizar uma pesquisa para um trabalho na faculdade, no qual o tema era Bullying, durante o desenvolvimento do trabalho, percebi que muitas pessoas até hoje carrega o trauma do passado por ter vivido esse tipo de violência. As vitimas que sofre esse tipo de agressão dificilmente se abrem com alguém para falar, o que acarreta um problema maior.
Em uma conversa com uma amiga que disse já ter sido vitima do bullying, lembrei-me, que quando criança também passei pela mesma situação. Para se ter uma idéia, meu apelido em casa era “inútil”, não é de se esperar que me sentisse inferiorizada, pois na escola carregava o mesmo problema, mas com apelido diferente “quatro olhos”.
Ficava me perguntando: “Por que ninguém gosta de mim?” era uma pessoa triste, sem perspectiva, muitas vezes culpava até Deus por ter me deixado nascer. Não conseguia me enxergar bonita, porque aonde eu ia tinha alguém para me chamar de “magrela” ou de “Feia”.
Não conseguia me enturma com ninguém, sempre fui uma pessoa sozinha, não tinha amigos. O que me deixava mais triste, com vontade de sumir da face da terra. Foram muitas às vezes em que encostei a cabeça no travesseiro apenas para chorar, me prendia em um mundo só meu, pois nunca fui amiga da minha mãe. Achava que se contasse, ela iria ignorar como sempre.
Deixava de participar de concursos na escola, por que aos meus olhos e pelo que me diziam, não tinha chance nenhuma, pois era feia demais. Confesso que quando entrei na faculdade, tive certo receio, por não saber como as pessoas reagiriam com minha presença, pois a principio ainda carregava um pouco de trauma do passado.
Mas com o passar do tempo, fui vendo que as pessoas eram diferentes, e que não era nenhum bicho de sete cabeças, demorei muito para me enturmar, mas agora as pessoas me dizem: “Quem ti viu e quem ti vê”. Deixei o passado de lado e olhei pro meu alvo, mas claro, tive ajuda, por que ninguém consegue se levantar sozinha. Sempre precisamos de uma mão amiga, e foi o que mais encontrei para conseguir sair do chão, e me tornar quem sou hoje. A força e a determinação que há em mim, ninguém conseguem tirar, apenas eu, se desviar os olhos do meu alvo!
Karen Salvador
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Um comentário :

  1. Oi minha querida gostei muito das suas palavras e vai me ajudar muito, na realidade vou colocar em meu trabalho como experiência sua de vida. Um grande beijo e fique com Deus e PARABÉNS !!!!!

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