terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O pescador à deriva



Quando Roger acordou naquela manhã de segunda-feira, estava com a nítida impressão de que o dia ia ser de alguma forma diferente. Ele estava sozinho em um barco de pescas em pleno alto mar. O pescador era bastante experiente, já havia trabalhado muitos anos em empresas especializadas neste ramo, mas agora estava seguindo o seu rumo em sua própria embarcação.
O mar estava até certo ponto agitado, a manhã bastante nublada e os ventos impulsionavam o barco com muita força. No entanto, apesar de perceber que precisava dar atenção ao momento, acreditou que era uma nuvem que logo iria passar. Mas aquele dia exigia uma atenção maior de Roger.
Ele voltou para o interior do barco e sentiu que começou a balançar mais do que o normal. As águas agitadas esbofeteavam a embarcação a ponto de pender de um lado a outro perigosamente. As prateleiras vazias e os copos, pratos e potes de grãos lançados ao chão davam a Roger um sinal de alerta.
O marinheiro foi para fora. Os ventos uivavam forte, e em um ímpeto de susto imaginou que eles gritavam como se pedissem que tomasse cuidado. O dia estava escuro e o mar parecia entrar em motim com suas águas turvas a qualquer momento.
Roger começou a se preocupar. Estava isolado naquela imensidão, e o único jeito que tinha de se comunicar era por um sinal ou pelo rádio. Mas naquela inquietação da natureza, não conseguia sequer aproximar-se do aparelho.
Foi quando um forte vento lançou o barco com grande ímpeto para a direita. Roger foi lançado para dentro e os objetos do interior caíram em cima dele. No chão, caído, e com imensa dificuldade de se levantar, viu o aparelho de rádio próximo a ele. Roger se esforçou para alcançá-lo, mas a perna presa em baixo de uma mesa dificultava o empenho.
O barco era lançado cada vez mais com violência para os lados, as águas já estavam invadindo a parte externa e faltava pouco para ir a pique. Roger entrou em desespero. Nada de comunicação, sinal de alerta ou ajuda. Poderia morrer ali, afundar e nunca mais ser encontrado. O marinheiro começou a sentir o corpo molhado, estava quase desmaiando, mas procurava resistir.
Até que outro forte vento impulsionou o barco para um dos lados e Roger conseguiu se soltar, pegar o aparelho de rádio e tentar pedir ajuda, no entanto, não havia sinal, estava mudo, e nada do que disse pôde ser ouvido por alguém.
Roger começou a lembrar dos vários filmes que já havia assistido de pessoas em alto mar. “Vou morrer como elas”, pensou. “Vou ficar como um náufrago que tenta sobreviver, caso consiga chegar a alguma ilha”, imaginava.
Mas essa última possibilidade parecia ser impossível de acontecer: não havia nada próximo a ele; não havia ilha, terra firme ou uma ponta de areia à vista. Não havia nada, em absoluto! Apenas mar, água e intermináveis ventos.
As ondas levantavam-se como gigantes adormecidos, e o barco à deriva era como um brinquedo nas mãos de uma criança sem coordenação motora. Roger escutou um rompimento, e a água invadiu tão rápida e intensamente a embarcação, que não houve tempo de pegar o bote e o colete salva-vidas.
O pescador foi jogado direto no mar, e o barco afundou em inacreditáveis segundos. Foi quando o marinheiro esqueceu a sua experiência e se viu ínfimo em meio à grandeza do mar furioso. Não havia mais saída, o marinheiro estava afundando, e quando passou a sentir fortes cãibras em suas pernas, que o faziam ser engolido mais rapidamente que o esperado, percebeu um toque em suas costas, virou-se e se agarrou a um pedaço de pau que se soltara da embarcação.
E, em meio àquele cenário hostil, Roger conseguiu subir na madeira e ficar ali até que tudo se acalmasse. Ele também tentou se acalmar, e parecia não acreditar que ainda estava vivo. Até que horas depois, com o céu livre de nuvens e o sol forte castigando o seu corpo salgado pelas águas, foi salvo por outros pescadores que retornavam do mar.
Para refletir
Você pode estar em meio a um grande vendaval de problemas e mergulhado em angústias, sem nenhuma saída à vista, mas talvez precise apenas olhar em volta para enxergar a solução para tanta aflição. A ajuda pode demorar a aparecer, mas quando vier deixará você tão seguro que nada será capaz de lhe fazer afundar novamente.
O Senhor Jesus está ao seu lado. Agarre-se a Ele, pois é o Único capaz de lhe manter vivo e a salvo.




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